No passado Domingo, 22 de fevereiro, viveu-se a IX edição do Domingo SALICUS, desta vez, no Arciprestado de Póvoa de Lanhoso, na igreja de Nossa Senhora do Amparo, promovido pelo Departamento Arquidiocesano de Música Sacra de Braga, em coordenação com a Revista de Música Litúrgica – SALICUS e com o Arciprestado de Póvoa de Lanhoso.
O Prof. João Duque, diretor do Departamento Arquidiocesano de Música Sacra de Braga coordenou os trabalhos, saudou todos os presentes e agradeceu ao Arciprestado de Póvoa de Lanhoso o acolhimento da iniciativa.
Este Departamento tem como missão apoiar os coros paroquiais, promover atividades como esta, ajudando-os a crescer na qualidade musical e litúrgica, ao serviço da celebração da Eucaristia. Depois do Concílio Vaticano II, com a introdução da língua portuguesa na liturgia, exigiu um grande esforço de renovação musical, que foi sustentado por vários compositores e publicações especializadas, entre elas a Nova Revista de Música Sacra publicada até dezembro de 2015. A partir de dezembro de 2016 a pedido da Arquidiocese, ao Seminário Conciliar e ao Departamento surgiu a Revista de Música Litúrgica – SALICUS, atual publicação da Arquidiocese de Música Litúrgica para as celebrações que tem como diretor o Cón. Juvenal Dinis. Tem havido por parte da direção da Revista a preocupação em ir buscar muitos dos compositores de qualidade e desafiando-os a escrever para a liturgia.
Falando aos coralistas, o professor João Duque explicitou que «cantar no coro é, antes de tudo, um ministério de serviço. Não se trata de espetáculo nem de exibição pessoal, mas de servir a Deus, a assembleia e os próprios membros do grupo. O coro ajuda a comunidade a rezar — seja incentivando o canto comum, seja oferecendo momentos de escuta orante. Este serviço começa dentro do próprio coro, na escuta mútua, na afinação, na colaboração e no compromisso com os ensaios. O trabalho realizado em conjunto fortalece a qualidade da celebração e também a comunhão entre todos».
Por fim, da parte dos sacerdotes que servem o Arciprestado, surgiu o desejo de formar um coro alargado (arciprestal) para as celebrações comuns expressando esta vontade de caminhar em unidade, reforçando os laços entre as comunidades e colocando a música ao verdadeiro serviço da fé.
A seguir seguiu-se tempo de ensaio, num primeiro tempo por naipe em quatro salas e num segundo tempo todos juntos, onde foram trabalhados vários dos cânticos publicados na Revista de Música Litúrgica – SALICUS, onde se viu o resultado do ensaio e se começou a saborear um pouco das novas composições. O encontro concluiu com uma pequena Celebração da Palavra presidida pelo Arcipreste, Pe. Albino Carneiro, e solenizada por cerca de oitenta coralistas. Foi um momento magnífico.
Departamento Arquidiocesano de Música Sacra de Braga
Ver artigo publicado no Jornal “Diário do Minho”, 25-02-2026